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São Francisco Xavier, presbítero

Publicado em 03/12/2025 às 06:00 em Vida dos Santos.
• Escrito por Padre Antônio José de Almeida.
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São Francisco Xavier, presbítero

Francisco Xavier era um fidalgo espanhol. Nasceu no Castelo de Xavier, perto de Pamplona, em 1506. Em 1525, dirigiu-se a Paris para estudar. Anos mais tarde, já professor, tornou-se amigo de outro nobre espanhol, Inácio de Loyola, seu aluno. Este fato revolucionou a vida de Francisco.

O mestre tornou-se discípulo e, abrindo mão de uma cátedra ilustre e de uma carreira prestigiosa, ingressou no grupo dos primeiros jesuítas, que Inácio começara a formar. Em 1541, por mandado do Papa Paulo III, foi enviado como missionário para as Índias. Os dez anos que viveu no Extremo Oriente constituem uma das mais extraordinárias e fantásticas epopeias da história das missões cristãs. Francisco Xavier percorreu todo o sul da índia, pregando o Evangelho, formando comunidades, abrindo colégios, instituindo seminários e até exercendo função de embaixador junto a príncipes da região. Da Índia partiu para o Ceilão, onde pregou, confessou, instruiu na fé cristã e batizou um sem-número de pessoas. Fez o mesmo nas Ilhas Malaca e Molucas.

Francisco Xavier, transcendendo sua época e os modelos de evangelização então em voga, colocou o Evangelho em diálogo com as grandes culturas do oriente, adaptando-o, com sabedoria e espírito apostólico, à índole dos vários grupos humanos com os quais trabalhou. O seu sonho, porém, era entrar no Japão e evangelizá-lo. Seu trabalho no Japão começou em 1551: visitou as principais cidades, anunciou o Evangelho e iniciou várias comunidades. O testemunho fazia o que a palavra não conseguia. Sua vida era, de fato, uma pregação eloquente: caminhava descalço, comia muito pouco, suportava fadigas enormes... Príncipes e reis abraçavam a fé cristã...

Francisco deixa sobre seus rastros comunidades que resistirão a perseguições e ao tempo, muitas vezes sem nenhuma ajuda externa. Seu último projeto era entrar na China. Ao chegar, porém, à Ilha de Sancian, às portas de Cantão, em 1552, faleceu de esgotamento. Tinha apenas 46 anos. Mas era como se tivesse quatrocentos, tal o balanço da impressionante atividade: as conversões são centenas de milhares; as comunidades são centenas; as obras, inúmeras e sólidas.

Canonizado em 1662, foi proclamado, pelo Papa Pio X, padroeiro principal das missões. Um parente próximo de São Francisco Xavier, o padre Martinho Urtazún, também jesuíta, enviado como missionário para o Brasil, faleceu, em extrema pobreza, na Redução de Santo Inácio, no atual município de Santo Inácio, no Paraná, onde viveu entre 1610 e 1620.

Eis como o padre Antônio Ruiz de Montoya relata sua morte em A Conquista Espiritual da América (1639):

“Lastimava-se por morrer em leito, que não passava de um colchãozinho e duma rede: o que ele julgava ser muito regalo, porque queria morrer arrastado e feito em pedaços por Jesus Cristo” (p. 71).

Fonte: O Pão Nosso de Cada Dia - Subsídio Litúrgico-Catequético. Ano XX, nr. 12. Dezembro 2025, p. 8-9.
Crédito da imagem: Cruz Terra Santa.

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