Acessibilidade

Acessibilidade

Santos Basílio Magno e Gregório Nazianzeno, bispos e doutores da Igreja

Publicado em 02/01/2026 às 02:30 em Vida dos Santos.
• Escrito por Administrador Observatório.
Visualizado 230 vezes.

Santos Basílio Magno e Gregório Nazianzeno, bispos e doutores da Igreja

Basílio nasceu no ano de 330 em uma família rica de bens e de santos: a avó Macrina, a mãe Emélia, a irmã Macrina, e os irmãos Pedro (bispo de Sebaste), e Gregório (bispo de Nissa). É considerado, junto com seu amigo Gregório de Nazianzeno, hoje também recordo na liturgia, pioneiro da vida monástica cenobita (comunitária) no Oriente. De fato, em 358, junto com Gregório, escreveu duas importantes Regras. Tais Regras orientaram e ainda orientam a vida dos monges chamados "basilianos". Apesar da oposição do clero, mas tendo do seu lado a esmagadora maioria do povo, Basílio foi ordenado bispo em 370 para dirigir a Diocese de Cesareia da Capadócia. Teve que lutar na defesa da fé contra o arianismo, que crescia favorecido pela inconstância dos imperadores do Oriente, neste caso, principalmente, pelo imperador Valente.

Alicerçado na herança de Santo Atanásio e na autoridade do bispo de Roma, Basílio obteve importantes vitórias contra a doutrina de Ário (arianismo). O título de "Magno" faz jus ao seu legado apologético da fé e, também, por sua intensa atividade pastoral. Suas homilias eram vibrantes. Suas outras obras, como a Carta aos Jovens, como as demais cartas, extremamente ilumidadoras. Para Basílio, o tema da caridade era extremamente importante e recebia especial atenção e cuidado deste santo apologeta.

Às portas da cidade de Cesareia, sede de sua diocese, organizou uma verdadeira cidade - chamada de Basiliade - que possuía centros de acolhida, convivência, refúgio, hospitais, laboratórios e escolas profissionais. Basílio faleceu no ano de 379.

Gregório Nazianzeno (ou Nazianzo), por sua vez, também nasceu no ano de 330. Era voltado ao estudo e fez uma brilhante carreira em Cesareia da Capadócia, Cesareia da Palestina, Alexandria e Atenas. Foi batizado em 358 e seu pai era bispo de Nazianzo. Foi ordenado presbítero em 372, ainda que contra sua vontade, sendo, depois, designado como bispo de Sásima, diocese que nem chega a assumir, uma vez que seu pai veio a falecer e Gregório, então, assume o lugar do pai frente à diocese de Nazianzo.

Também com a morte de Basílio, Gregório assume a direção da pequena comunidade católica de Constantinopla.

Suas qualidades humanas e religiosas, ao lado de seus memoráveis Discursos (no total de 22), garantem a Gregório grande prestígio. Em 381, sendo favoráveis as condições religiosas e políticas, reúne, em Constantinopla, um Concílio que visava um acordo sobre a pessoa e a obra do Espírito Santo. Não ficou totalmente satisfeito com o Credo, que resultou no Credo Niceno-Constantinopolitano, porque queria uma proclamação mais clara da divindade e da consubstancialidade do Espírito Santo.

Anos depois, apresentou as demissões e retirou-se para sua propriedade rural em Arianzo e ali faleeu em 389.

Os dois santos foram fecundos escritores. Basílio escreveu as "Regras morais", "Contra Eunômio", "Ascético", "O Hexaemeron", "Sobre a Criação do Homem", "Sobre o Paraíso", "Sobre o Batismo" entre outros. E Gregório escreveu os "Discurso" (total de 44); as "Cartas" (total de 249); e "Poesias".

Crédito da imagem: Paulus.


Artigos Relacionados