Santo Estêvão, diácono e protomártir
Publicado em 26/12/2025 às 05:30 em Vida dos Santos.
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O martírio de Santo Estêvão é a primeira narrativa do Novo Testamento (At 6-7) com características hagiográficas (vidas de santos). Estêvão é um dos “Sete”, aquele grupo de cristãos helenistas (cultura grega) que, ao lado dos cristãos de origem judaica (judeu-cristãos), formava a primitiva comunidade cristã de Jerusalém (At 6). O livro dos Atos o mostra não só no serviço às mesas (cf. At 6,1-6), mas também na pregação do Evangelho.
Os judeus, irritados com a pregação cristã, que fazia crescer o número de discípulos em Jerusalém (At 6,7), partiram para a perseguição. Estêvão, por exemplo, “cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (At 6,8), o que, evidentemente, provocava viva reação por parte dos judeus, no caso, alguns membros da sinagoga dos Libertos, que juntaram a si alguns judeus provenientes de Cirene, Alexandria, Cilícia e Ásia, que passaram a discutir com Estêvão e, em seguida, a acusá-lo de blasfêmia contra Moisés e contra Deus (cf. At 6,8-11).
Estêvão é levado ao Sinédrio (cf. 6,12ss.), diante do qual pronuncia um discurso radical em relação ao Templo e às instituições judaicas ao mesmo tempo em que denuncia as infidelidades do povo judeu (cf. At 7,2-53). Assim descreve o livro dos Atos o fim de Estêvão:
“Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. Cheio do Espírito Santo, Estêvão olhou para o céu e viu a glória de Deus; e viu também Jesus, de pé, à direita de Deus. Ele disse: ‘Estou vendo o céu aberto e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus’. Mas eles, dando grandes gritos e tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; arrastaram-nos para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram seus mantos aos pés de um jovem chamado Saulo, e apedrejaram Estêvão, que exclamava: ‘Senhor Jesus, acolhe o meu espírito’. Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: ‘Senhor, não os condenes por este pecado’. Com estas palavras, adormeceu” (At 7,54-60).
O martírio se deu, talvez, no ano 31 ou 32 d.C., portanto, pouco tempo depois da morte de Jesus, num momento em que o cargo de governador romano estava vago (o ‘apedrejamento’ não era permitido pela legislação romana). Estêvão torna-se, assim, o primeiro mártir cristão, por isso, “protomártir”.
Suas relíquias foram encontradas em 415 pelo sacerdote Luciano, o que deu renovado estímulo ao culto.
Fonte: O Pão Nosso de Cada Dia.
Crédito da imagem: Rumo à Santidade.